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O ESPECTRO * António Rodrigues Sampaio * 1881

O ESPECTRO   *  António Rodrigues Sampaio  *   1881

O ESPECTRO

António Rodrigues Sampaio

Lisboa, 1880-1881

[16 de Dezembro de 1846 a 3 de Julho de 1847]

Bibliotheca Politico-Litteraria, Editora [Typographia do «Diario da Manhã»]

«nova edição conforme a edição original»

Composto por 63 jornais O ESPECTRO (do nº 1 ao nº 63);

ínclui também  «O Estado da Questão» (sob a forma de intróito ao volume)

+ 2 suplementos ao n.º 22 + 1 suplemento ao n.º 25 + 1 suplemento ao n.º 31 + 1 suplemento ao n.º 41 + 1 suplemento ao n.º 42 + 1 suplemento ao n.º 44 + 1 suplemento ao n.º 49 + 1 suplemento ao n.º 54

Tudo encadernado num volume (colecção completa)

Encadernação editorial Cartonada; 282 páginas; 30,5 x 21 cm

O ESPECTRO 

A Patuleia e o Espectro (1846-1847) 

" Quando a notícia da formação de um governo pró-cabralista, embora sem Cabrais, foi conhecida no norte de Portugal, em especial na cidade do Porto, e se compreendeu que os cartistas, embora por interposto líder, estavam novamente no poder, a revolta reacendeu-se com espantosa energia. António José de Sousa Manuel de Menezes Severim de Noronha, o 1.º duque da Terceira, que tinha sido encarregado pela rainha de esmagar a revolta, foi de imediato preso, sendo nomeada uma junta provisória, denominada a Junta Governativa do Porto, de orientação setembrista. Estava iniciado o processo que levaria nos meses imediatos à guerra-civil da Patuleia.

Neste contexto de guerra civil, Rodrigues Sampaio foi obrigado a manter-se homiziado, mas nem assim abandonou a luta. Não podendo publicar A Revolução de Setembro, tendo-se refugiado nos arredores de Santarém, aí lançou o periódico semi-clandestino intitulado O Ecco de Santarém, de que saíram apenas 6 números, redigido quase integralmente por Rodrigues Sampaio.

Mas, Agravando-se o estado de guerra civil, surgiu então O Espectro, dele saindo 63 números.

O Espectro era um pequeno periódico de 4 páginas, em formato de 4.º pequeno, então considerado como o mais revolucionário e o mais bem escrito jornal, que por aqueles tempos se publicava. Saindo clandestinamente, num ambiente de guerra civil, com as lutas da Patuleia a engolfarem todo o país, o periódico tornou-se lendário, tal como o seu redactor Rodrigues Sampaio, pelas circunstâncias extraordinárias e misteriosas que acompanhavam o aparecimento e distribuição do jornal.

Apesar do empenho posto pelas forças governamentais na captura do seu implacável inimigo, que em cada número do periódico as vergastava, levantando novas simpatias a favor do homem que tanto expunha a sua cabeça por causa da liberdade política dos seus concidadãos e da causa que defendia, nunca foi possível o seu aprisionamento, nem mesmo pôr termo à produção do jornal.

Era espectacular a forma como O Espectro se distribuía em Lisboa e nas províncias, chegando mesmo a ser conhecido fora de Portugal. Até os ministros o encontravam em sua casa e nas secretarias do Estado, recebendo-o em carta pelo correio ou vendo-o misteriosamente distribuído por simpatizantes infiltrados em todos os níveis da administração. Por todo o lado, nos teatros, nos cafés, nas ruas, nos passeios, mãos invisíveis espalhavam-no com profusão, sem que a polícia pudesse descortinar a sua origem.

Na realidade, Rodrigues Sampaio, beneficiando de uma ampla e fiel rede de aderentes, todas as noites mudava de tipografia, não desanimando perante as dificuldades e mantendo o seu vigoroso ataque ao governo e aos seus apoiantes. Escrito numa linguagem violenta e agressiva, O Espectro era demolidor, não poupando ninguém. Nem mesmo a família real e a monarca estava a salvo, recebendo daquele periódico os maiores ataques e insultos do seu reinado, a ponto de, durante muitos anos, a família real colocar sérias reservas à nomeação de Rodrigues Sampaio para cargos políticos."

Sobre o AUTOR

" António Rodrigues Sampaio (São Bartolomeu do MarEsposende25 de Julho de 1806 — Sintra13 de Setembro de 1882) foi um jornalista e político português que, entre outras funções, foi deputado, par do Reino, ministro e presidente do Conselho (chefe de governo). Rodrigues Sampaio foi um dos maiores vultos do liberalismo português de oitocentos, jornalista ímpar e parlamentar de excepção. Personalidade controversa, polémica, mesmo revolucionária, mas sempre coerente e fiel aos seus princípios e desígnios, foi um agitador de renome nacional, o que lhe valeria a alcunha de o Sampaio da Revolução, já que se notabilizou como redactor principal do periódico A Revolução de Setembro. Era um jornalista de causas, não de notícias, como aliás era o jornalismo do século XIX. Apesar da violência verbal e da forma assertiva que sempre utilizou nos seus ataques políticos, Rodrigues Sampaio nunca promoveu o ataque ad hominem. Mesmo quando os seus correligionários lhe pediram que pusesse em causa a dignidade e honradez de D. Maria II e da Corte, negou-se terminantemente, escrevendo que um antro de corrupção política não faria da Corte um lugar de devassidão moral. Foi esta postura de grande escrúpulo, associado a um incansável labor na defesa dos valores pelos quais pugnava, que lhe concede um lugar cimeiro no jornalismo político português.

Era membro importante da Maçonaria."

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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