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RENAMO Uma Descida Ao Coração Das Trevas (Dossier Makwakwa) * Paulo Oliveira

RENAMO Uma Descida Ao Coração Das Trevas   (Dossier Makwakwa)   *   Paulo Oliveira

RENAMO   Uma Descida ao Coração das Trevas

Dossier Makwakwa

Paulo Oliveira

 

 
AUTOR(ES): 
Oliveira, Paulo, 1959-
PUBLICAÇÃO: 
Lisboa : Europress, cop. 2006
DESCR. FÍSICA: 
Br.;363, [5] p. : il. ; 23 cm
COLECÇÃO: 
Históriaviva ; 5

Descrição do Produto:

Assassinatos políticos, terrorismo, massacres, (des)in-forma-ção, propaganda, rapto de portugueses e soviéticos, contactos com o KGB, a vivência com o presidente da guerrilha Afonso Dhlakama, execuções sumárias, espionagem, mistério, e traição contínua, incluindo a eliminação dos dois secretários-gerais da guerrilha, em Pretória e Lisboa, pululam nas páginas do livro e mostram bem toda uma manipulação inerente aos processos militares e políticos que entranham esse coração das trevas do grande continente negro. E não faltam referências ao sombrio papel desempenhado pelas autoridades e serviços militares de informação portugueses – a DINFO – e os seus agentes no terreno, procurando ombrear com a AMI sul‑africana, o BND da Alemanha Federal e outros.

Das matas africanas a acção salta para Portugal e Europa ocidental, e todas a trama envolvente, redundando quatro anos depois num regresso a Maputo, após a morte “acidentada” de elementos da delegação em Lisboa, incluindo um antigo embaixador moçambicano, e o fim misterioso de Samora Machel – aqui também analisado – e toda a subsequente transformação do regime. Afinal, vai reencontrar um país que nada tem a ver com a terra que antes conheceu, tudo não passa de um tremendo murro nostálgico, numa terra entretanto coberta pelo denso manto da corrupção. Uma cidade cercada pela guerra, entorpecida pelas cálidas águas da baía, e onde não faltam as muitas tentações das sensuais e tórridas mulheres moçambicanas.

Tudo isto jorra impetuosamente no livro, em linguagem escorreita, por vezes ácida, mordaz, a roçar o cinismo. Em suma, um escrito crú, puro e duro.

A óbvia semelhança com pessoa e factos reais nunca é coincidência.

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